Lisboa (marcha popular)

Lisboa tem tradição de Marchas Populares. Pelo Santo António (13 de Junho) os Bairros populares descem às ruas, desfilando canções e vaidades. Algumas dessas canções passaram a fazer parte do imaginário colectivo lisboeta e quem ama Lisboa, vibra com elas.

Deixo aqui umas das marchas mais populares de sempre.

Os interessados, podem ouvir o mp3 em http://alfa.ist.utl.pt/~tuist/sons/lisboa.mp3


Lisboa
Letra e Musica: Vários; Arranjos: Manuel Correia/Mário Fernandes

Lisboa cheira aos cafés do Rossio
E o fado cheira sempre a solidão
Cheira a castanha assada se está frio
Cheira a fruta madura quando é verão.

Nos lábios tem o cheiro de um sorriso
Manjerico tem o cheiro de cantigas
E os rapazes perdem o juizo
Quando lhes dá o cheiro a raparigas.

Lisboa gaiata, de chinela no pé
Lisboa travessa, que linda que ela é,
Lisboa ladina, que bailas a cantar,
Sereia pequenina que Deus guarda ao pé do mar.

Lá vai Lisboa
Com a saia côr do mar
E todo o bairro é um noivo
Que com ela vai casar.

Lá vai Lisboa
Com seu arquinho e balão
Com cantiguinhas na boca
E amor no coração.

Olhó cochicho que se farta de apitar
Ripipipipipipi e nunca mais desafina
Rapaziada quem é que quer assoprar
Ripipipipipipi no cochicho da menina.

Que negra sina ver-me assim
Que sorte vil e degradante
Ai que saudades sinto em mim
Do meu viver de estudante

Ai chega, chega, chega a minha agulha
Afasta, afasta, afasta, afasta o meu dedal
Brejeira não sejas trafulha
Ò linda vem cozer o avental (Ó paizinho que eu não consigo)

Ai chega, chega, chega a minha agulha
Afasta, afasta, afasta, afasta o meu dedal
Brejeira não sejas trafulha, ai não
És a mais bela fresca agulha em Portugal

Santo António já se acabou
E o S.Pedro está-se a acabar
S.João, S.João, S.João,
Dá cá um balão para eu brincar.

Ó-i-ó-ai, fui comprar um manjerico
Ó-i-ó-ai,fui daqui pr'ó bailarico
Eu tenho uma gaiata aqui dependurada
Que tem mesmo a lata lá da namorada

Olhai senhores,
Esta Lisboa de outras eras
Dos cincos reis das esperas
E das toiradas reais,
Das festas, das seculares procissões
Dos populares pregões matinais
Que já não voltam mais.

Lisboa, andou de lado em lado
Foi ver uma toirada
Depois bailou, bebeu
Lisboa, ouviu cantar o fado
Rompia a madrugada
Quando ela adormeceu.

Um craveiro, uma água furtada
Cheira bem, cheira a Lisboa
Uma rosa a florir na tapada
Cheira bem, cheira a Lisboa
A fragata que se ergue na prôa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar.

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