Cuidado com o mercúrio contido nos peixes

O mercúrio contido no peixe que comemos provoca malformações nos fetos. O alerta é de um novo estudo, que dá conta que uma em cada seis mulheres tem níveis de mercúrio demasiado elevados no organismo. Este poluente ambiental em contacto com a água do mar transforma-se num neurotóxico, que provoca danos na formação do cérebro das crianças, reduzindo as suas capacidades cognitivas.

O estudo foi realizado em conjunto pela Health Care Without Harm e pela Health and Environment Alliance. Mas, diz Genon Jenses, desta ONG, não é preciso banir o peixe da alimentação das mulheres: "O que dizemos às mulheres é: 'Em certos momentos da vida, comam certo tipo de peixes, peixes que estão mais em baixo na cadeia. Os peixes muito grandes têm níveis de mercúrio superiores e devem ser evitados'."



Esta sexta-feira, em Bruxelas, foi dado o pontapé de saída de uma nova campanha contra o mercúrio. Objectivo: uma interdição total deste metal pesado. Uma medida que a eurodeputada liberal Frédérique Ries vê com bons olhos: "O mercúrio foi proibido numa série de aplicações. Nomeadamente, nos equipamentos eléctricos e electrónicos; em aplicações têxteis; em cosméticos e em certos pesticidas. Ainda não é uma interdição generalizada, mas estou convencida de que aí chegaremos."

A exposição ao mercúrio através da alimentação é um problema mundial. O mercúrio é rejeitado para a atmosfera pelas centrais eléctricas ou pelas incineradoras, por exemplo. Na água, transforma-se em metilmercúrio, o neurotóxico que se acumula no organismo dos peixes e dos moluscos.

(c) Dulce Dias/EuroNews

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