Mensagens

Morreu Sousa Franco

Imagem
Assim, de um momento para o outro, no meio de uma campanha eleitoral, Sousa Franco, o cabeça de lista dos socialistas faleceu. E fico a pensar como nada na vida é garantido...

Les maisons vides

J'ai toujours aimé les maisons vides. J'ai toujours aimé les maisons pauvres, dépourvues de meubles et de confort. Je me souviens encore du jour où je suis rentrée dans notre nouvelle maison à Porto Alto. Elle venait d'être bâtie par mon propre père. Mais elle n'était encore finie. Ma petite chambre n'avait toujours pas de fenêtre. Une brique de moins, ouverte sur les champs, sur le marécage, la remplaçait. Le soir, la brique en position, la fenêtre se fermait. C'était ma première chambre à moi. J'avais 11 ans et j'en étais ravie. Cette pauvreté fut, pour moi, le symbole de ma liberté. La liberté de posséder ma propre chambre. C'est peut-être à cause de ça que je m'en souviens encore, que ça me fait toujours des frissons d'y penser. Un autre souvenir que je garde encore c'est celui de mon premier appartement. Mon appartement de rêve, duquel je rêve encore. Il était petit et mignon ; il avait du cachet. Ses fenêtres s'ouvraient sur le

Massacre em Madrid

Imagem
O mundo civilizado e solidário está, uma vez mais de luto!!! Em Madrid, 200 pessoas morreram e mais de 1500 ficaram feridas, numa série de atentados, como sempre, sem explicação... ******* ******* ******* ******* Aproveito para agradecer à poetisa Pérola Neggra pelos esclarecimentos sobre o seu belo poema Meu nome é Mulher , aqui publicado em Janeiro último, mas na altura com a indicação de Autor desconhecido. Agora já não o é. Corrigi também as partes do poema que não estavam correctas. À autora, as minhas desculpas e o meu agradecimento.

Pequeno-almoço na FNAC

(Aqui vai mais um texto meu, repescado do baú das recordações. Foi escrito subitamente no Verão passado e é mais uma homenagem ao Gato da minha vida... ) Pequeno-almoço na FNAC Chaussons aux pommes ou talvez não. Sumo de laranja certamente. E um café. Curto. Eram oito e meia da noite e estávamos a tomar o pequeno-almoço. Naquele sábado sem história, ríamo-nos do mundo e dos outros. Rodeados de livros e discos, sentados nos bancos altos à volta da pequena mesa preta e redonda, éramos felizes. Ao nosso redor, outras gentes, outras vidas passavam com ar atarefado. A noite aproximava-se mas, para nós, o dia acabara de começar. Porque a noite fora longa e terminara à hora a que as convenções dizem ser do jantar. Mas nós alimentávamo-nos de amor e de desejo. Rebolávamos na cama como gatos, ronronávamos palavras de amor e amávamo-nos. Ríamo-nos sem razão, porque basta amar para ser feliz. Estávamos no centro de Lisboa, mas sentíamo-nos no mais longíquo deserto, porque o nosso mundo éramos nós

World Press Photo de 2003

Imagem
E, como não podia deixar de ser, a World Press Photo de 2003: Um prisioneiro de guerra iraquiano conforta o filho. A fotografia foi tirada pelo francês Jean-Marc Bouju (da Associated Press ) a 31 de Março, perto de Najaf.

Olá, de novo, amigos.

Cá estou eu tentando manter alguma actualização do Esquissos, apesar de o meu computador estar completamente "pifado"... O que significa que, infelizmente, pouco tenho também navegado por outros blogs. No entanto, descobri que o Mar português está de volta! Bem-vindo sejas. Esta e outras novidades nos Links que recomendo.

Meu nome é Mulher

Olá amigos! Antes de mais (e apesar do atraso), desejo um FELIZ 2004 para todos. A minha ausência e a desactualização do Esquissos deve-se, uma vez mais, ao meu querido computador, que resolveu avariar-se de novo... Para inaugurar o ano, aqui fica uma pequena homenagem a todas as mulheres que, estou certa, os homens de boa vontade saberão também apreciar. Meu nome é Mulher No princípio eu era a EVA Nascida para a felicidade de Adão E meu paraíso tornou-se trevas Porque ousei libertação. Mais tarde fui MARIA Meu pecado redimiria Dando à luz aquele que traria a salvação Mas isso não bastaria Para eu encontrar perdão. Passei a ser AMÉLIA A mulher de verdade Para a sociedade Não tinha a menor vaidade Mas sonhava com igualdade. Muito tempo depois decidi: Não dá mais! Quero a minha dignidade Tenho meus ideais! Mas o preconceito atroz Meus 129 nomes queimou. Então o mundo acordou Diante da chama lilás! Hoje não sou só esposa ou filha Sou pai, mãe, arrimo de família Sou ourives, taxista, pilo

Post achado não é roubado

Imagem
Achei no Just like Heaven

Devaneio

Recebi de um ciberamigo e, com a devida autorização do mesmo, passo a pu blog ar, pois gostei tanto que quero partilhar com os outros leitores do Esquissos... Devaneio É noite. Sentado à minha mesa, penso em ti. Vejo-te a passos leves, Atravessar a rua, Pegar na mala, Tomar o trem. Mas a tua imagem continua, num vaivem. Lá fora, um cão ladra à minha janela. Será que também te vê passar?! Não. Apenas ladra p'ra me despertar. (c) João Norte

Celebramo-nos na noite

Celebramo-nos na noite no momento em que o dia é mais fértil, na hora em que os amantes se acordam para voltarem, depois, a se adormecerem. Celebramo-nos na noite feita madrugada, aurora para acordarmos mais tarde com um sorriso de sol e de dia. Celebramo-nos na noite e fazemos do piar das corujas a melodia da repetição do rito do nosso amor. Celebramo-nos na noite na noite dos sonhos na noite das trevas na noite da fantasia ou na noite de luar. Celebramo-nos na noite em carícias, em beijos, em ternuras murmuradas no silêncio e em gemidos de pecados venais. Celebramo-nos na noite para que em cada manhã que dia a dia se despenteia possamos celebrar o mel da vida. (c) Dulce Dias - 1999-04-17

A Portuguesa

Imagem
E porque hoje é dia 5 de Outubro... Viva Portugal! Heróis do mar, nobre povo, Nação valente, imortal, Levantai hoje de novo O esplendor de Portugal! Entre as brumas da memória, Ó Pátria sente-se a voz Dos teus egrégios avós, Que há-de guiar-te à vitória! Às armas, às armas! Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar Contra os canhões marchar, marchar! Desfralda a invicta Bandeira, À luz viva do teu céu! Brade a Europa à terra inteira: Portugal não pereceu Beija o solo teu jucundo O Oceano, a rugir d'amor, E teu braço vencedor Deu mundos novos ao Mundo! Às armas, às armas! Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar Contra os canhões marchar, marchar! Saudai o Sol que desponta Sobre um ridente porvir; Seja o eco de uma afronta O sinal do ressurgir. Raios dessa aurora forte São como beijos de mãe, Que nos guardam, nos sustêm, Contra as injúrias da sorte. Às armas, às a